Diretoria acertou ao manter o comandante palmeirense.
Após a vexatória goleada sofrida para o Mirassol pelo placar de 6 a 2, o técnico do Palmeiras, Gilson Kleina, ficou muito ameaçado de sair do cargo. Contrariando a opinião da maior parte da imprensa e dos torcedores, a diretoria palmeirense o manteve acertadamente.
O comandante alviverde assumiu o clube num momento muito conturbado, na reta final do Campeonato Brasileiro, com a missão quase impossível de salvá-lo do rebaixamento. Após a confirmação oficial da queda, foi isentado de culpa pela nova diretoria, composta pelo presidente Paulo Nobre e o diretor-executivo José Carlos Brunoro.
O ano de 2013 chegou e começou a reconstrução do clube e elenco. Mais de 20 jogadores foram embora, com destaque para Luan, Marcos Assunção e Barcos, e outros tantos chegaram, ou seja, mudanças totais ocorreram no Verdão.
Valdivia, o craque do time, joga muito bem quando atua pela equipe. Esse é o problema. O chileno vive no departamento médico, não conseguindo uma grande sequência de jogos, que certamente levaria o Palmeiras a resultados melhores.
Apesar de todos esses problemas, Kleina conseguiu montar um padrão de jogo, com quatro volantes no meio que sabem marcar e principalmente, sabem sair jogando com a bola. Faz o que pode com o elenco ainda mais reduzido na Libertadores, afinal dos jogadores que vieram na troca de Barcos com o Grêmio, apenas Vilson pode atuar na competição.
Claro que os resultados na competição sul-americana não são dos melhores, com 1 vitória e 2 derrotas. Mas Gilson Kleina está fazendo o possível e impossível com esse elenco, que para ilustrar essa situação não perdeu nenhum dos três clássicos disputados no Paulistão. O jogo de quarta foi atípico. É isso que acredita os diretores palmeirenses. É isso que torcem os milhões de torcedores.
